Página Inicial » História da Cerveja
A cerveja não foi inventada, ela foi descoberta. Possivelmente após uma seqüência de acasos, por volta de 10.000 a.C.
O primeiro deles foi a constatação de que grãos embebidos em água começam a brotar com gosto doce. Isso se deve a enzima diástase, produzida especialmente pela cevada. O fato seria resultado da dificuldade que tinham os povos antigos para estocar os frutos de uma agricultura ainda primitiva em local completamente seco.
A segunda descoberta foi ainda mais importante. O mingau resultante da mistura dos grãos e água, se deixado parado por alguns dias, tornava-se ligeiramente efervescente e embriagante. À medida que as leveduras presentes no ar atuavam, o açúcar fermentado transformava-se em álcool. O mingau virava cerveja.
A cerveja (o cereal maltado e fermentado) acompanhou quase todos os povos em sua história, dentro e fora da Europa (os hindus e os persas usando o trigo; os africanos, o milhete; os sul-americanos, o milho; os chineses e japoneses, o arroz). Mas foram os povos celtas e germânicos, com suas bebidas de cevada, que melhor estabeleceram as tradições dessa área.
Na época, essa cerveja era aromatizada com diferentes ingredientes - alecrim, louro, sálvia, gengibre e lúpulo. O lúpulo é a planta utilizada atualmente, e teria sido introduzida no fabrico da cerveja durante a Idade Média, entre os anos 700 e 800 - os pioneiros teriam sido os monges do mosteiro de Sankt Gallen, na Suíça.